A cena aconteceu há cinco anos. E lembrava o cenário desconfiado dos antigos filmes de gângsteres, da época da lei seca americana, no melhor estilo da série Boardwalk Empire: dois homens com sacolas grandes e disformes entrando no restaurante, olhos alertas, suspeitando do risco em cada canto. Uma mulher, o contato, os acompanhava, um repórter [ Leia mais… ]
É a quintessência das IPAs, com algum corpo, amargor elegante, frutas presentes mas sem exuberâncias ou exageros. O maracujá é só um traço. Há um quê de cítrico e uma acidez que só se encontram em frutas tropicais como a carambola e algo mais que o lúpulo simcoe possa nosa trazer – e que nos [ Leia mais… ]
Da belga, venerável, respeitadíssima Rodenbach, quem diria, o melhor refrigerante do mundo. Fresco, alegre, vibrante, com acidez contida, em parte pelos barris em que a cerveja matura. Do ícone da cerveja sour, uma lambic refrescante com framboesas, amoras, cranberries. Tem o corpo finíssimo e o aroma das frutas não lembra o de bala, como [ Leia mais… ]
Rótulo novo, sabor antigo, equilíbrio eterno e densidade encantadora na fórmula de Leonardo Botto para a cervejaria de Niterói. Aquilo que já confessei na coluna como sendo a melhor cerveja brasileira começa com o nariz, que vende o malte e os lúpulos (summit e galaxy). E prossegue com maciez, mas com consistência; com amargor mas [ Leia mais… ]
Os cafés especiais estão em alta. As cervejas artesanais estão ainda mais em alta. E se Star Wars sempre esteve na altura máxima das estrelas, basta fazer as pazes entre todos eles: a união faz o lado negro da força, com o lançamento da série Java the Hop, da cervejaria Fort George, no Oregon, [ Leia mais… ]
Melhorzinha das três cervejas da marca. Todas leves, talvez um pouco demais. Ficou devendo um quê de personalidade, de sabor, de densidade, de identidade. Já soube que teriam um salto de qualidade por conta de uma mudança de mãos e renovações de maquinário. E, ok, sabemos que as helles são leves por definição. Mas sabor, [ Leia mais… ]
Da série “cereais matinais”, que mantenho no Instagram, essa é uma uma cerveja daquelas de rachar a sede e fechar o olho de prazer. Tem acidez, paladar e uma coleção de aromas de frutas várias que devemos a essa conexão California-Nova Zelandia, que foi apresentada em evento no Delirium Café. Green Flash Green Bullet [ Leia mais… ]
Para o Halloween que se aproxima, a criatividade dos rótulos de certos vinhos vai contribuir com a escolha do jantar da festa e manter o estilo dos requerimentos assustadores da data. Um deles é o Subterra, rótulo da americana Treefort Vinyards, de Napa Valley. Nesse rótulo, o do cabernet sauvignon da vinícola, mais do [ Leia mais… ]
Tem título que não é para todos. Um deles, um dos mais severos da França, é o Brevet Professionel de l’État de Sommellerie. E apenas uma brasileira o detém: Marina Giuberti, dona da Divvino, uma simpática parada para os brasileiros amantes dos vinhos. Localizada no 11ème Arrondissement, no Boulevard Voltaire, a loja recebe degustações [ Leia mais… ]
“Seriam os vinhos portugueses os mais excitantes do planeta, na atualidade?” Quem lançou essa questão foi o crítico americano Matt Kramer, um dos mais antigos colunistas da revista Wine Spectator. Entusiasmado com as degustações que fez recentemente, tomou uma decisão extrema: ele, que tinha ido ao país apenas duas vezes em quatro décadas, como [ Leia mais… ]
Não basta ser aguardente, tem que ter origem para garantir a denominação. Falamos da tiquira, uma aguardente que já estava pronta antes de existir. Explico: antes da chegada dos portugueses, uma bebida alcoólica já era produzida a partir da mandioca brava, que era cozida e, já sem as toxinas, eram mastigadas para fermentação pelas jovens [ Leia mais… ]
O primeiro gosto que senti em Londres, já com o foco nas cervejas é esse aí, dessa série da Young’s. O travo típico das ales e seus amargores. Aqui, ganha aquele clássico paladar de chá e uma condimentação que o rótulo já denuncia: frutas cristalizadas. No nariz e na boca um quê e um buquê [ Leia mais… ]
Tem potência, aroma floral e trigueiro, casquinhas de limão no nariz e na boca. O paladar tem aquela secura e aquele frescor de uma IPA típica, com final de amargo que alarga a boca. Manto âmbar, carbonatação densa e uma textura que deixa a boca cheia. Petiscos e o hambúrguer de praxe são aos companhias. [ Leia mais… ]
A francesa Vanessa Mitrani já ultrapassou a barreira do brilho no design. Para muitos, seu trabalho já é considerado arte, tanto pela beleza dos formatos e das cores quanto na criatividade dos formatos que quebra tudo o se conhece na arte de copos, vasilhas e decantadores. Da mesma forma, se o que era [ Leia mais… ]
É comum regar certas sobremesas com bebidas. O baba au rhum é uma delas. Em outras, a bebida integra o conjunto, como no caso do sabayon, em que batemos gemas com vinho de marsala. E há os clássicos bombons com conhaques, que também integram a complexidade de certos bolos. Talvez isso aconteça nos bolos de [ Leia mais… ]
Para quem conhece os champanhes da casa Pierre Moncuit, uma boa colocação em degustação às cegas não é surpresa. O jeitão vencedor do seu rótulo brut já chega na cor dourada, no perlage finíssimo, na boca mineral, densa, complexa, com um leque de aromas que têm pouco de inverno mas muito de outono, das frutas [ Leia mais… ]
Muitos restaurantes têm o seu tipo de palmito. Alguns mais doces, como os clássicos juçara, que eram tão comuns nas antigas churrascarias. Ou os de açaí, mais gastronômicos do que aquela lama que a fruta proporciona. Outras, mais amargas, umas menos, como a pupunha, outras mais, como a guariroba dos goianos. No Rio, nenhuma supera [ Leia mais… ]
Cor lindíssima do manto rubi, nariz perfumado e com frutas de todos os tipos, uma pimentinha pra condimentar. Na boca, tem estrutura mas muita delicadeza, além de uma acidez esplêndida. É uma combinação no estilo supertoscano, de sangiovese, que lhe dá frutinhas e um temperinho mineral com direito a um toque sangüíneo na boca, o [ Leia mais… ]
Não é de hoje que as mais veneráveis vinícolas convocam os arquitetos do momento para rever seus conceitos de castelo. Não que os châteaux saiam dos rótulos, mas que a visita de um amante do vinho mostre o quanto aquele produtor pretende ser moderno. Um desses exemplos, talvez o maior deles, é o Château Cheval [ Leia mais… ]
Cerveja com a marca de um restaurante estrelado é coisa rara. Aconteceu com Ferran Adrià. E, agora, acontece com o Aprazível, em Santa Tereza. Famosa pelos vinhos, a casa traz uma gama de cervejas artesanais, em parceria com a cervejaria Röter, do Rio de Janeiro. Começou no ano passado com a Pale Ale, que combina [ Leia mais… ]
A idade das cervejas alemãs é longa e provecta. A nova idade recomeça com aquilo que o mercado solicita: novidades, especialmente depois que as cervejas inglesas e americanas entraram no nosso mercado sem qualquer cerimônia, apoiadas pelo estilo guerrilheiro de marcas como a BrewDog e a Dogfish Head, a Mikkeller e a EvilTwins. Nesse rastro [ Leia mais… ]
Variação das séries #celebrityfood e #foodandfamous, que lancei no Instagram. Quem quer seguir a sugestão do moço acima, segue a receita oficial do Old Fashioned da IBA – International Bartenders Association: 4,5cl de bourbon 2 lances de Angostura 1 lance de água sem gás. 1 colher de chá de açúcar (melhor se for aquele [ Leia mais… ]
Em tempos de Jurassic Park 5, passei um WhattsApp pro Steven Spielberg, que não soube escolher o vinho pro lançamento dos filmes. Ele não me respondeu ainda, mas taí o rótulo do paleontólogo moderno: um Saurus jovem, um malbec da Patagonia, muito diferente do lixo que se encontra da casta por aí, com boca fina, [ Leia mais… ]
Há uma cerveja que os beer hunters brasileiros, que conhecem bem a diversidade da cerveja da Califórnia, estão rezando para chegar logo. É a simpática Lagunitas, que, por enquanto, só conseguimos encontrar em eventos como o Mondial de la Bière. Ou em algum ponto em que o dono traga uma caixa debaixo do braço.É tão [ Leia mais… ]
Quem precisa de alho no bolso? Basta um pouco de duas uvas alentejanas, a antiga trincadeira e a recente aliciante bouschet pra deixar todos de olho. Mas, nada a temer, já que o rótulo do Invejado já traz o antigo olho protetor dos egípcios e esse tinto leve mas de boa estrutura e de bela [ Leia mais… ]
A primeira menção de um vinho grego foi na infância, lendo Asterix nos Jogos Olímpicos. Não o filme patético, mas o livro exuberante, que cita, entre outras riquezas, o vin résineux. E foi o próprio retsina o primeiro caminho aos vinhos da região, já com o interesse de duas épocas mais tarde. Mais tarde, [ Leia mais… ]
É uma das tendências dos novos baristas, o de coar o café especial a frio. E serví-lo também frio, tal como é comum entre os executivos do Sudeste Asiático – chineses, especialmente. Atento a isso, o Secret Squirrel, da Califórnia, um concentrado desse café da nova onda chega para servir não somente quem mapeia seu [ Leia mais… ]
When in Paris, da série “vinhos charmosos”… Uma pena um rótulo como esse chegar tão caro por aqui. Em Paris, é o vinho da moda. Está na taça dos bistrôs mais simples aos restaurantes mais sofisticados, com preços bons e aromas e frescores que justificam a parada para “un petit coup”, especialmente quando meia dúzias [ Leia mais… ]
É densa como uma calda, com paladar pesado mas carinhoso como uma colherada de um brigadeiro ainda quentinho. Própria, portanto, para os nosso breve inverno – e contrapartida para o que o modismo do comfort food, a comidinha caseira à européia. Entre os ingleses, era companhia certa para o steak & kidney pie, um empadão [ Leia mais… ]
Não espere delicadeza das cervejas americanas da Rogue. Aliás, não espere isso de nada sob qualquer colarinho da Costa Oeste, do sul da Califórnia até os confins do Oregon, de onde vem essa belíssima cerveja. Espere, isso sim, personalidade, equilíbrio, amargores presentes mas pouco incoômodos. E muito frescor, sempre, com frutas sem proeminências ou as [ Leia mais… ]



