Para quem for a Roma, fica a dica para a saideira. No terminal internacional do aeroporto de Fiumicino, há um pequeno oásis contemporâneo para a despedida dos aromas e dos paladares da região. É o Spazio Bolliccini, um meio termo entre wine bar e restaurante, mantido pela Ferrari, não a dos carros, mas a dos [ Leia mais… ]
No filme “Saturday Night Fever”, o impagável Tony Manero, personagem de John Travolta, tenta impressionar a moça chique que o acompanha e pede um hambúrguer e… um café. Dá certo, isso? Por que não? Com o desenvolvimento das misturas de grãos e com a elevação do paladar do café aos níveis gastronômicos, surgem muitas [ Leia mais… ]
Japas brilhando mais uma vez. E driblando os sabores industriais como poucos conseguem, mesmo em um país onde sabor de fruta vem de infância. Agora, foi com o morango, um item que poucos conseguem manter o paladar original em um produto industrial. Na Sawa (brincadeira com “sauer”), a fruta chega com o frescor [ Leia mais… ]
Seção “Cereais Matinais” de um autêntico “Hero Breakfat”. Às vezes, quando nos vemos sem um espresso digno, perfumado e elegante para um desjejum matinal, temos de apelar para algo de aroma e categoria compatíveis para quem é obrigado a se levantar da cama às onze e meia da madrugada. Um belo dia desses, o [ Leia mais… ]
“Seriam os vinhos portugueses os mais excitantes do planeta, na atualidade?” Quem lançou essa questão foi o crítico americano Matt Kramer, um dos mais antigos colunistas da revista Wine Spectator. Entusiasmado com as degustações que fez recentemente, tomou uma decisão extrema: ele, que tinha ido ao país apenas duas vezes em quatro décadas como crítico, [ Leia mais… ]
Com curadoria de Alexandre Ferreira, dono do restaurante Farinatta, em Búzios, está chegando ao público um dos mais exclusivos lotes de vinhos raríssimos, alguns difíceis (ou impossíveis) de serem encontrados até mesmo nas suas vinícolas de origem, oportunidades únicas para colecionadores, enófilos e connaisseurs. A seleção rigorosa de rótulos históricos e safras excepcionais, a [ Leia mais… ]
Conhecia o branco e o laranja, ambos espetaculares, e fiquei imaginando se o tinto acompanharia. Pois foi uma das melhores surpresas da temporada. Longo, profundo e, usando uma expressão que os portugueses nos legaram, guloso! Lembra muito um dos vinhos da moda, o petit Bordeaux, com fiel corte de cabernet e merlot, equilibrado, sem [ Leia mais… ]
Ou a pinot noir dá certo ou dá muito errado. Admiro os produtores gaúchos que insistem em plantar a uva para produzir vinhos tintos em condições quase adversas para uma uva tão temperamental com solos, climas e umidades. Enquanto brilhava com os espumantes, a casta tropeçava nos vinhos tranquilos, em rota tortuosa de acertos [ Leia mais… ]
Graça de traços orgânicos com uma das regiões mais injustiçadas do vinho, a partir de uma das uvas mais desvalorizadas pela história. Expulsa duas vezes da Borgonha por atos e decretos furiosos, o exílio da casta gamay foi o Beaujolais e, do outro lado do morro, nas nascentes do Loire. Atrás daqueles morros [ Leia mais… ]
4 Monos, quatro macacos, quatro amigos, quatro castas em quatro míseros hectares ao pé da Sierra de Gredos, uma cordilheira de visão alpina, que enganaria a muitos na imagem, se dissessem que era Mendoza. Ali, em altitudes que beiram os mil metros, cultivam vinhas velha da garnacha, a cariñena, a morenillo e um [ Leia mais… ]
Alvarelhão é uma daquelas uvas tintas que passaram décadas, quando não séculos, discretas, dentro de vinhedos de produção de porto, entre tintas e tourigas, em um tempo em que pouco se falava sobre uvas específicas. Coisas que o Douro milenar sempre fez pelo bom paladar. Lentamente, vários produtores vêm não só identificando essas [ Leia mais… ]
Lendas e realidades, tradições e juventudes, vibrações e contemplações, sabedorias e bom humor. São coisas que nos vêm no mais antigo e no mais novo rótulo do projeto Almaviva e seu novo princípe, o Epu. E nem começamos a falar nos olhos e nas uvas, nas técnicas de solo, nas táticas de combinações, nos [ Leia mais… ]
Mais um espetáculo no copo e na boca de um champanhe menos conhecido do grande público. Devaux Rosé, mais uma “Veuve” e única da área de Bar-de-Seine, extremo sul e mais quente (ou menos frio) da região. Com esse poder de maturação, quase na fronteira com a Borgonha da Côte-d’Or, chega uma cesta de flores [ Leia mais… ]
Já estava com o post pronto quando eu soube que hoje era Dia Mundial do Gato. E é um desses distintos indivíduos, de manto e lança de guerreiros, meio com cara de jaguaritaca, que estampa um vinho laranja surpreendente na qualidade e no preço: Folklore Naranja, menos de 100 pratas, de perfume e paladares intensos, [ Leia mais… ]
Sim, nossos rosés estão correndo por fora e já concorrem com os brancos nacionais e com muitos de nossos espumantes. Um deles é esse aí da foto, o Vinhética Terroir. Pura Serra Gaúcha, é o achado de um francês, Gaspar Desurmont, que vive em um contêiner, quase como eremita, do lado de um dos vinhedos [ Leia mais… ]
Não é de hoje que a região de Lisboa vem levantando a bandeira do que há de mais moderno no vinho português. Não era assim, mas o jogo mudou. Mais ainda com vinhas novas, frescas e vibrantes de outra “tradição” cada vem mais moderna, a uva arinto, que começa a exigir a sua condição de [ Leia mais… ]
O ambiente das vinhas no sopé do Etna é de uma beleza quase sinistra. A terra nera, que batiza alguns dos rótulos, é densa e escura como um pó de chocolate amargo. Mas suave, que cede ao passo do homem. E do tempo. Algumas ruínas pontuam a paisagem e dão o testemunho de uma [ Leia mais… ]
Captura em estilo “chiaroscuro”, de mais uma das pequenas obras de arte do grande espetáculo que a Cristofoli, um dos ícones do nosso “garage wine” (ou “vin de boutique”, se preferirem) nos traz, com os tratos da uva sangiovese, de clone antigo, uma decana das já centenárias imigrações dos italianos para o Brasil que já [ Leia mais… ]
Na foto 1, o foco; na foto 2, a dupla exposição, no estilo “eu era assim e fiquei assim”. Mas não foi só o rótulo que mudou em elegância. O conteúdo também. E ganhou em maciez e textura, profundidade e ternura – ganhou, e muito, mesmo com safras tão próximas, contíguas. Vinhaço de roupa nova, [ Leia mais… ]
Kwak Black Flandres, pavilhão de qualidade da bandeira belga no Herr Pfeffer. Atenção para o formato do copo, coisa de artista da nata. Atenção para a cor, mais ouro do que prata. Atenção para a textura dessa cerveja de inspiração trapista, de que tem muito de artista e, claro, algo de pirata. [ Leia mais… ]
Côtes-du-Rhône branco? Por mim, sempre, mas é raridade nas cartas e, pior, no nosso imaginário. Não deveria, já que a elegância da combinação da viognier, de estrutura e perfume, e da grenache branca, de graça e encanto, faz tão bonito do que os super tintos da região. É vinho de carta ousada, para encarar [ Leia mais… ]
Da Quinta do Portal, a consagração da Quinta dos Muros, e de sua parcela, a M7, já equilibrado, sedoso, com o frescor das ervas que saltam de cada espaço de pedra das margens do Pinhão perfumando as raízes contorcidas de velhas vinhas. E são vinhas tão velhas que tiveram de convocar um ampelógrafo francês, especialista [ Leia mais… ]
Bertani Dueuve 2017. Composição, corvina e merlot. Fiz questão de fazer a foto de dentro do copo para exibir a cor lindíssima deste vinho leve e delicado, mas também profundo e instigante, delicado como um Bardolino, um dos vinhos mais adoráveis da área do Vêneto. Este é para qualquer situação, vinho de aperitivo sorridente, que [ Leia mais… ]
Essa aí é a prova (e põe prova e aprova nisso) de como os pinot noirs brasileiros ganharam vida no lugar da sobrevida. Pequena aula de como tratar a uva que vai salvar o mundo da mesmice: vivo, vibrante, elegante, insinuante, em mais uma pincelada que a Vinhas do Tempo traz à paleta de nossos [ Leia mais… ]
Solstício 2016. Duas aulinhas sobre vinhos alentejanos em um vinhaço só. A primeira, sobre uma das expressões da moda, o “field blend”, mistura do campo, em tradução livre. Tão livre quanto os antigos produtores, que plantavam suas uvas, com o instinto e a experiência como partes de um terreno só, de onde saíam, todas [ Leia mais… ]
Uma amiga me perguntou qual vinho eu escolheria para conquistar alguém. São tantas as respostas. Depende muito do momento em que a relação está. Pode vir na forma de um vinho em torno de um primeiro jantar à luz de velas, no qual o rótulo só importa se for ruim. Pode vir de um [ Leia mais… ]
O VINHO QUE SAI DA CAIXA Reproduzo uma coluna da série sobre a informalidade em relação aos vinhos. Fiz um paralelo sobre a cerimônia que os brasileiros em geral, os cariocas em particular, fazem com o vinho. Lembrei dos grandes tempos do Rio capital, da redução da oferta pelo afogamento dos impostos. Mas fiz [ Leia mais… ]
E já que todo o mundo do esporte lembrou-se dos 40 anos da partida de Gilles Villeneuve, fica a homentagem literária que ninguém na casa de Maranello imaginou. Mas aí vai: quem já andou pelas livrarias procurando referências práticas sobre vinhos já deve ter parado os olhos em um livrão tão grande e pesado que [ Leia mais… ]
Das profundezas da adega do Irajá Bistrô, um vinho para abrir a noite sorrindo: Casa Viccas, dos Confins de Serafina Correia, entre Passo Fundo e Bento Gonçalves, longe de distâncias legais e das estâncias acadêmicas: merlot com a proibidona uva lorena, cru na boca, quase primitivo, intenso no corpo, no meu inclusive.
Da capa do caderno RioShow, do Globo, sobre vinhos brasileiros, a anatomia de uma apuração, parte 1: na Winehouse, uma das primeiras casas que contactei, veio a surpresa: de pouca presença na lousa da casa, o vinho brasileiro passou a mandar em todas as cores. E não basta ser brasileiro. Tem que ser rótulo interessante, [ Leia mais… ]



