Que tomate e batata são da mesma espécie, isso já é sabido desde que Lineu classificou as duas espécies sob o gênero Solanum, das mesmas solanáceas do tabaco, da beringela, do jiló. Mas pelas pesquisas de um grupo de cientistas e acadêmicos chineses, franceses e ingleses, divulgadas, hoje, em matérias no Le Monde e no Washington Post, o tomateiro é o pai – ou algum nível de avô, dependendo da região – dos batateiros.
A geração, que joga novo olhar em pratos como o nhoque al sugo ou à infantil batata frita com ketchup, teria ocorrido há cerca de 9 milhões de anos, mais ou menos na época dos primeiros hominídios, em algum ponto do Chile, da Bolívia ou do Peru, com o cruzamento entre o tomate e um similar, o Etuberosum, que gerou a “Petota”, origem de todas as batatas, tanto da planta quanto da expressão.
O que intriga os pesquisadores é como a matriz de um fruto como o tomate e outra de um rizoma incomível teria gerado um tubérculo tão diferente das duas espécies-mãe. Para o cientista Zhiyang Zheng, pesquisador da Universidade de Shenzen o desafio é encontrar mutações que possam contribuir com o desenvolvimento das batatas para adaptações em solos e climas distintos. O tomate, com culturas já desenvolvidos desde que chegou na Europa, já conta com um genoma de aproximadamente 35 mil itens.





