Manto castanho escuro, de boa carbonatação, que mantém a espuma cobrindo a cerveja, senão muito espessa. Nariz lácteo, maltado, achocolatado, que se repete na boca com o amargor que evolui para um chocolate fino. A acidez se inicia na ponta da língua e traz uva preta, carambola e, depois, geléia de fruta preta e [ Leia mais… ]
Jean Marc Lacave Na taça de cada champanhe, o sabor do marketing antes do marketing A Veuve Clicquot é uma marca grandiosa. Merece um presidente igualmente grandioso. Na estatura, inclusive – ele é enorme – e, tanto quanto seu produto, não deixa de ser notado. Seu currículo é também gigantesco, com passagens [ Leia mais… ]
Dead Pony Club Se o pônei morreu, viva o Pony. E cria-se, assim, o Dead Pony Club, uma cerveja fresca, de manto laranja, espuma pouca e corpo fino, talvez magro demais, que só ganha algum peso com a temperatura. A cerveja é uma aposta de todas as fichas no conjunto de lúpulos simcoe, citra [ Leia mais… ]
Rico mas suave. Gentil mas com personalidade. E olha que a obrigação era dura: acompanhar uma carne de altíssimo nível. E foi surpreendente. A carne era de uma tenrura inacreditável e, tal como o vinho, com a gordura na medida. E com o mineral de um limpando o sal da outra. Não foi sorte. [ Leia mais… ]
Pode isso? O mundo inteiro já ouviu falar em “porn food”, com caldas lascivas de chocolates, gotas gordas de leite e gemas de ovos escorrendo por pratos e colheres. Mas será que chegou a hora do porn wine? A resposta está na linha de brunellos da atriz porô Savanna Samson. O negócio, sem trocadilhos, é [ Leia mais… ]
Os nove anos do Essência do Vinho, evento criado pelos portugueses Nuno Nuno Botelho e Nuno Guedes Vaz Pires, ganham comemoração com paladar de história: mais uma vez, Portugal descobre o Brasil. O desembarque acontece no Rio de Janeiro, nos próximos dias 2 e 3 de maio, na companhia de mais de uma centena [ Leia mais… ]
No dialeto siciliano, Lamùri é amor. E daqueles intensos, pelo paladar e pela estrutura desse vinho da linha da Tasca d’Almerita, um dos três que a marca produz a partir da uva tinta nero d’avola, ao mesmo tempo delicada e exuberante, na altitude da sede (duplo sentido) que Regaleali proporciona no interior da Sicilia. [ Leia mais… ]
“Wheat is the new hops”, diz o manifesto do rótulo de mais uma cerveja de quebrar o copo. Ervas (não tanto a grass) e muito grapefruit no primeiro ataque do nariz, efeito do ingrediente primordial da Mikkeller: o lúpulo (aí, sim, o hops). No caso, o 21st Century, responsável pelos aromas cítricos, adoráveis, mas [ Leia mais… ]
Dei essa nota em 2011, quando a vodca com bolhas começou a fazer sucesso lá fora. Era uma promessa de frescor e de elegância no consumo da bebida – e de um upgrade em seu já infindável potencial para o preparo de coquetéis. Assim, a Camitz espalhou-se por toda a face do mundo civilizado. Cumprida [ Leia mais… ]
Não precisa ser um conhecedor para apreciar uma das novas modas entre os gourmets italianos: a água de meio gás. Nada a ver com a fraqueza da água choca, mas com um estilo suave de se curtir as bolhas e deixar a boca fresca e limpa para a próxima garfada – ou o próximo copo, [ Leia mais… ]
Essa aí me lembrou de um especial de um desses Discoveries, que passou há anos, sobre a Microsoft. O editor do programa, aquele malvado, entrevistou um grupo de CEOs de empresas concorrentes. Todos choramingavam pelo mesmo motivo: não importa o que fizessem, era Bill Gates que estaria na capa das publicações especializadas. Com as [ Leia mais… ]
Há safras desse champanhe que já ganharam 99 pontos na Wine Spectator. É de se chamar a atenção, pois a revista dá menos destaque do que deveria ao estilo – e concede espaço a outros espumantes duvidosos. Mas o que vale nesse rótulo, o Clos de Goisses, da Philipponnat, é a estrutura com textura, [ Leia mais… ]
Nem tudo que se refere a Carnaval precisa ser de baixo nível. Que o diga o pessoal do Bajo Aragón, mais exatamente na Bodegas Leceranas, onde a uva garnacha encontrou o solo para a fundação do vinho Evohé – o nome é esse mesmo, mas que as colombinas, os arlequins e, principalmente, os palhaços, [ Leia mais… ]
Pôr do sol: o negroni de Cristiana Beltrão Bazzar, Ipanema, Rio de Janeiro Oficialmente, um drinque clássico como o negroni deve ser vermelho como um rubi, uma pequena pedra precisa lapidada pelos bartenders, preparado conforme os versículos das bíblias dos coquetéis, certo? Errado. Recentemente, um grupo de especialistas – jornalistas, chefs, restaurateurs e [ Leia mais… ]
Taças e pratos com assinaturas, guarda-chuva, capas de iPhone e até bolas de tênis. Esses e outros itens para presentes com a grife Veuve Clicquot acabam de chegar ao Rio, com o espaço da maison francesa de champanhes na Cavist do Shopping Leblon. Além dos itens, cobiça dos colecionadores, o point dá aos gourmets a [ Leia mais… ]
A bela partitura que decora o Blanc Fumé de Pouilly poderia representar uma ópera. E comemorativa, se considerarmos que o produtor Didier Dagueneau estaria completando 30 anos de atividade quando foi produzida a safra 2011 desse sauvignon blanc do Alto Loire. Mas um vôo de ultraleve abreviou a sua atividade polêmica no mundo dos [ Leia mais… ]
O título era pra ser um private joke com o futebol. Não teve graça, visão machista de que só homem gosta de uísques, conhaques e outras delicadezas destiladas, tudo isso pra falar da série de copos da linha Schott Zwiesel. Ao assunto: o formato do copo, que segue a moda do produto curto e [ Leia mais… ]
Em gaélico, a expressão Ola Dubh significa, literalmente, cerveja preta. Mas com a cervejaria escocesa Harviestoun, o significado vai além da cor e resulta em cervejas tão densas que já ganharam rótulos como a da espetacular Old Engine Oil. Mas o barato da linha Ola Dubh é a maturação em barris que envelheceram uísques de [ Leia mais… ]
A Evian tem a sua legião de admiradores. E com justiça. Mas o que contribui com a chegada definitiva da marca ao mundo da moda é a série adorável de desenhos de suas garrafas, que lança em edições especiais, todos os anos, em festas badaladérrimas. A mais recente é assinada pela Maison Courrèges, que [ Leia mais… ]
Falar em cerveja belga é relativo. No ano de 1121, a Bélgica sequer existia. Mas a Abadia de Floreffe já abria o aminho da tradição que, hoje, batiza uma nova linha de cervejas que coloca o país no topo da preferência dos entendedores. Assim, a Floreffe chega em cinco formatos, com destaque para as blonde, [ Leia mais… ]
Essa, reconheçam, é muito grave. Denuncio o sr. James Bond pelo crime de esbulho e o desafio a retratar-se em público: o que ele bebe não é dry martini – é vodka martini, uma bebida que não se assemelha à original nem na aparência, nem nos aromas, nem na elegância, nem no caráter. Enquanto aguardo [ Leia mais… ]
BrewDog x Mikkeller I Hardcore You 9,5% em casco escuro de 330ml Fraseburgh, Escócia Imperial I.P.A. Isso não é cerveja – é coisa de alucinado por lisergia, nerd assassino, colecionador de esqueletos. É uma joint venture – formação de quadrilha é mais elogioso – entre os doidos da BrewDog e os alucinados [ Leia mais… ]
Ótimo encontrar um rótulo como o Rippon na lista que a revista inglesa Decanter acaba de divulgar, com os 14 melhores sauvignon blancs da Nova Zelândia. E ótimo também o destaque que se dá a um vinho tinto em um país que as importadoras insistem em colocar como um paraíso exclusivo dos brancos – [ Leia mais… ]
Conheci essa cerveja durante uma degustação dirigida no BeerJack. E foi uma das que relacionei como uma das melhores da seleção para a matéria sobre cervejas I.P.A., que fiz para O Globo. O rótulo é um alegre deboche. Quase psicodélico, entra no espírito guerrilheiro dos rótulos do gênero, que têm saído na Escócia e [ Leia mais… ]
Mineral já no nariz, com frutas que vão do abacaxi à maça. Toquezinho de manga. A boca checa a crispar de tanta pedra, mas não é fechado – pelo contrário, é rico, denso e, mais importante, refrescante. Ganha muita elegância à medida que passam os minutos – foi o que ficou mais tempo na [ Leia mais… ]
Dessa vez, a vitrine da Dr. Beer, alegremente caótica e desordenadamente atraente, fez algum sentido. Colocou juntas duas cervejas de mesma origem: a Córsega. Diferentes no rótulo, na proposta e nos ingredientes, mas unidas no produtor, a Brasserie Pietra, de Furiani, ao lado de Bastia, costa norte da ilha natal de Napoleão, aquele carniceiro [ Leia mais… ]
O CHAMPANHE DESCONHECIDO Degustação às cegas de 24 rótulos de champanhe trazem surpresas a quem conhece. E boas notícias para quem não conhece Pedro Mello e Souza (Matéria publicada no Caderno ELA, de O Globo, em 22 de dezembro – a íntegra dos textos, com depoimentos, os processos e os perfis de rótulos, assinados por [ Leia mais… ]
TODO DIA É DIA DE CHAMPANHE Por Alexandre Lalas, editor do site WineReport (Destaque da matéria “O champanhe desconhecido”, publicado em 22 de dezembro, no Caderno ELA, de O Globo, contando a mecânica da desgutação às cegas feita especialmente) Vinte e quatro rótulos de champanhe. Em comum, o fato de serem bruts (secos) e [ Leia mais… ]
Abaixo, o resultado do somatório das notas dadas, individualmente, para cada champanhe, no painel montado para o Caderno ELA, do Globo (veja a matéria original e a íntegra dos textos aqui). Foi permitido a cada jurado usar o seu discernimento e o padrão de avaliação que adquiriu em sua experiência com o vinho. Apenas no [ Leia mais… ]
Em ordem alfabética, o descritivo dos champanhes que participaram da degustação às cegas, com preços na importadora para o consumidor, que Alexandre Lalas fez para a matéria “O champanhe desconhecido”, publicado em 22 de dezembro, no Caderno ELA, do Globo. Leia a matéria original e a íntegra dos textos aqui. Os preços se referem [ Leia mais… ]



